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Corridas especiais fora do comum

Calendário XTerra Brasil – Etapas inéditas

etapas xterraXTERRA divulga calendário 2018 com etapas inéditas

Nova temporada do maior festival off-road do mundo será aberta em Costa Verde, finalizada em Paraty e passará por Ilha do Mel e Nova Lima pela primeira vez

A 14° temporada do XTERRA Brazil Tour já tem o calendário definido para 2018. As datas foram estrategicamente pensadas e escolhidas para atender as necessidades dos atletas amadores e profissionais. Ao todo são 10 edições, com as clássicas e sempre pedidas pelos fãs do festival, além de locais inéditos com cenários sempre deslumbrantes e terrenos inóspitos, que tornam os desafios ainda maiores.

A primeira parada do XTERRA será na região de Costa Verde, no Rio de Janeiro, nos dias 10 e 11 de março. Em seguida, os amantes da arquitetura colonial terão novamente a oportunidade de participar do XTERRA Camp Ouro Preto, em 28 e 29 de abril. A etapa mais importante, como de praxe, é realizada em Ilhabela, no mês de maio e nomeada XTERRA Brazil, pois é qualificatória para o mundial disputado no Havaí, em novembro. A primeira novidade fica para julho, quando nos dias 21 e 22 acontece o XTERRA Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, Minas Gerais. Ainda em Minas, no final de setembro, teremos uma das edições mais queridas pelos atletas, o XTERRA Estrada Real, em Tiradentes. Em novembro mais um inediti

Xterra etapa kids
Xterra etapa kids

smo, a bela Ilha do Mel, no estado do Paraná, será sede do XTERRA Camp Ilha do Mel e a turnê se encerra novamente na região litorânea do Rio de Janeiro, na tropical Paraty, em 01 e 02 de dezembro.

Para Wanise Plischke, gerente do XTERRA no Brasil, o ano tem tudo para ser proveitoso. “Estamos animados e muito confiantes com o XTERRA em 2018A marca tem prestígio mundial e cresce cada vez mais em nosso país, que tem uma infinidade de lugares a serem explorados. Pensando isso, optamos por realizar provas na Lagoa dos Ingleses, por exemplo, que é um pico tradicionalíssimo na prática de esportes off-road e é muito próximo de Belo Horizonte. A Ilha do Mel tem as praias mais lindas do Paraná e não poderíamos deixar aquele visual não fazer parte da vida de nossos atletas. O percurso promete ser sensacional e participar do XTERRA é sempre uma experiência única. Até para quem não tem o hábito de correr, pedalar ou nadar dá para se divertir em família e intensamente”, afirma.

XTERRA é apresentado pelo SESI e possui provas de Trail RunTriathlonDuathlonSwim ChallengeMTB, e Corrida Kids. Mais informações e inscrições aqui no site oficial  do Xterra.

Calendário XTERRA Brazil Tour 2018:

XTERRA Costa Verde – Mangaratiba, RJ – Data: 10 e 11 de março

XTERRA Camp Ouro Preto – Ouro Preto, MG – Data: 28 e 29 de abril

XTERRA Brazil – Ilhabela, SP (etapa mundial) – Data: 12 e 13 de maio

XTERRA Camp Praia do Forte – Mata do São João, BA – Data: 09 e 10 de junho

XTERRA Lagoa dos Ingleses – Nova Lima, MG – Data: 21 e 22 de julho

XTERRA Ilhabela – Ilhabela, SP – Data: 18 e 19 de agosto

XTERRA Estrada Real – Tiradentes, MG – Data: 29 e 30 de setembro

XTERRA Camp Praia do Rosa – Imbituba, SC – Data: 20 e 21 de outubro

XTERRA Camp Ilha do Mel – Ilha do Mel, PR – Data: 10 e 11 de novembro

XTERRA Paraty – Paraty, RJ – Data:  01 e 02 de dezembro

 Sobre o XTERRA

XTERRA nasceu em 1996, no Havaí, criado pelo então atleta Tom Kiely, como a primeira prova de triathlon off-road do mundo. A partir de então, se internacionalizou e hoje está presente em mais de 40 países na Ásia, América, Europa e África. No Brasil, o começou em Ilhabela (SP), em 2005, apenas com a modalidade de triathlon, com aproximadamente 300 participantes.

Xterra etapa Paraty
Xterra etapa Paraty

Uma das etapas do circuito no Brasil é escolhida para ser classificatória para o XTERRA World Championship, que acontece na Ilha de Maui, no Havaí e reúne os melhores atletas do mundo. Chamada de XTERRA Brazil, a edição mundial geralmente é em Ilhabela e é válida pelo XTERRA Pam Am Tour, distribuindo assim, 50 vagas para os melhores triatletas por faixa etária, masculino e feminino, além dos profissionais, para a grande final com a nata do triathlon off-road mundial. 800 competidores de 32 países disputam, em um dia único, a primeira colocação geral em um percurso extremamente desafiador no terreno vulcânico do arquipélago norte-americano.

Corrida Vertical – Uma corrida até o Topo

corrida vertical

Em 29 de agosto 2010, São Paulo sediou a etapa final do campeonato de Corrida Vertical, foi a primeira prova realizada no país através da Federação Internacional de Skyrunning, e seus patrocinadores, Nestlé e Prefeitura de São Paulo, a partir desta data o Brasil passou a fazer parte do calendário mundial dessa modalidade.

O Skyrunning é muito comum na Europa e é praticado em montanhas, a corrida Vertical é uma adaptação do Skyrunning para as grandes cidades, onde as montanhas são substituídas pelos arranha-céus.

Os resultados e fotos da  Corrida Vertical de São Paulo  do dia 18/10/2014. Estão disponíveis aqui.

Corrida até o topo

O objetivo da prova é chegar ao topo do prédio no menor tempo possível, a escadaria interna do prédio é a rua do atleta.

A etapa de 2010 foi no prédio da Nestlé, o 5º mais alto da cidade de São Paulo, com 31 andares e 765 degraus de subida, o prédio está localizado na Av Dr. Chucri Zaidan na Zona Sul.

O percurso começa na parte exterior do prédio, e após correr alguns metros inicia-se a subida dos 765 degraus até a linha de chegada no  heliponto do prédio, e de presente você ganha um super visual da cidade de São Paulo. 

Chegada corrida verticalpredio nestle corrida vertical

Segredo

O segredo dessa prova é manter a cadência, isto é, se você iniciar a prova subindo 1 degrau por vez, vá assim até o fim, não fique alternando em 1 ou 2 degraus durante o percurso. A maioria dos corredores desta modalidade mantém a cadencia subindo 2 degraus por vez e vão assim até o fim da prova.

Os participantes usam os corrimões como apoio e alavanca de subida dos degraus, essa técnica é utilizada pela maioria dos participantes para impulsionar e ganhar mais velocidade na subida.

Alguns estudos dizem que o gasto energético em 10 minutos de uma Corrida Vertical é igual a 1 hora de corrida na horizontal, devido a intensidade e esforço aplicado.

escadaria corrida vertical

Seleção e Organização

A inscrição é seletiva e depende da analise das corridas dos inscritos, no momento da inscrição pela internet é necessário incluir as ultimas corridas de longa distancia realizadas, e após analise e comprovação, é efetivada a inscrição.

A prova foi bem organizada, a largada foi dividida em baterias por faixa etária, geralmente cada bateria tem em torno de 15 pessoas e intervalos de 10 minutos, para não ter atropelos nas escadarias e manter a segurança da prova.

Em se tratando de segurança, a cada 3 andares haviam socorristas com equipamentos de segurança e balões de oxigênio para usar em caso de falta de folego ou outra eventualidade, em caso de desistência da prova, os atletas poderiam usar a saída de emergência em qualquer dos andares.

Os elevadores foram usados para o transporte dos atletas que estavam na linha de chegada, do heliponto direto até o térreo.  Claro, depois de subir 31 andares correndo, ter que descer andando seria praticamente outra prova.

Dado que a edição de 2010 foi patrocinada pela Nestlé, a concentração dos atletas no térreo do prédio tinha vários pontos para degustar iogurtes, sucos, chocolates e massagistas no jardim zen, antes e depois da prova.

massagista corrida verticalvisual topo corrida vertical

Agora só faltam os atletas Brasileiros

Por se tratar de prova tradicional na Europa, todos os atletas que venceram a Corrida Vertical aqui no Brasil são Europeus, todos com tempos de conclusão abaixo dos 5 minutos. Maria Cristina Bernardo, atleta amadora da região do ABC, ficou em 3º lugar na etapa de 2010, com tempo de 5min e 20s.

Talvez nas próximas edições dessa prova comece a despontar algum Brasileiro (a) nas primeiras colocações, vamos torcer!

Por enquanto, vamos ficando com a vitória e tempos dos nossos conterrâneos…

Etapa 2010, data 29/08/2010 – Edifício Nestle – 31 Andares – 765 degraus

– Feminino: 1º Melissa Moon – Tempo 4min 51s

                          3º Maria Cristina Bernardo (Brasil)  – Tempo 5min 20s

– Masculino: 1º Marco de Gasperi – Tempo 3min 29s      

Etapa 2011, data 25/01/2012 – Edifício Abril – 23 Andares – 575 degraus

– Feminino: Valentina Belotti – Tempo 3 min 53s

– Masculino: Thomas Dold – Tempo 3min 3s

 Etapa 2012, data 25/01/2013 – Edifício Abril – 23 Andares – 575 degraus

– Feminino: Suzane Walsham – Tempo 3 min 49s

– Masculino: Thomas Dold – Tempo 3min 6s

Etapa 2013, data 25/01/2014 – Edificio Abril – 23 Andares – 575 degraus

– Infelizmente não houve a etapa Brasileira, o motivo não foi divulgado. No site da federação de Skyrunning não tem nenhuma informação, entretanto o novo calendário de 2014 foi divulgado no site do Circuito mundial de corrida vertical e o Brasil está entre um dos países participantes, a prova será no novo prédio da Abril em 18/10/2014.

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